Mal de amor


Antônio Carreiro anda perdido
anda aflito
ele só pensa em namorar
Separou-se há pouco tempo
ainda não chorou
só praguejou o que já fora seu lar
Coisa de macho (segundo ele)
homem não deve chorar
Coitado!
Depois de tanto tempo
de um currículo extenso
já passou por tantas outras
ainda não aprendeu
que pra viver a dois
tem que haver consenso
tem que haver senso e perdão.
Cuidado amigo! Rosa não é azul
mas se misturadas azul rei é o que vai dar.
Antônio Carreiro anda perdido nas cores do arco íris.
- Não sei onde ele vai parar.

Paulo Francisco

6 comentários:

SOL da Esteva disse...

Um Poema em jeito de descrição de Vida.António Carreira, ainda tem de fazer o luto, a despedisa, a separação.

Amei o teu texto de transição da Varanda da minha (Tua) casa para este Varal de cores.
Bem hajas, Amigo.

Abraços


SOL

Paula Barros disse...

Bastante interessante, porque o momento de vida de Antonio Carreiro, é o momento de vida de muitos que se separam.
beijo

isa disse...

Como está a sofrer o António Carreira...
Fazer o luto do amor perdido é preciso.
Lembrei-me ao lê-lo,Paulo,as Cantigas Medievais
e adorei.
BFS.
Beijo.
isa.

Majoli disse...

Paulo, está tão lindo o visual do seu Varal de Cores!

Quantos Antônios Carreiros existem pelo mundo a fora, que não se dão conta do que estão vivendo, que tentam dissimular os sentimentos, e dessa forma deixam de viver realmente o momento.

Beijos meu querido amigo.

maria teresa disse...

Ah! Ah! Ah!...Eu estou, mais ou menos como o "António Carreiro, ando perdida numa misturada de cores!
Abracinho meu!

maria teresa disse...

Ah! Ah! Ah!...Eu estou, mais ou menos como o "António Carreiro, ando perdida numa misturada de cores!
Abracinho meu!