azia



A dor queima
corrói sem pena
machuca manso
Inflama as pálpebras
avermelha a pele
amarela a alma
e enegrece o caminho
- existirá mesmo com a sua partida.
Dor que fica pra toda vida
que se transforma em saudade
em respiração profunda
em cabeça nas nuvens.
Dor que atiça – abrasa
que só sossega depois de um antiácido.

Paulo Francisco




Pilula de alho by Gilberto Gil on Grooveshark

2 comentários:

maria teresa disse...

Começo a ficar preocupada, este poema é a criatividade do poeta acirrada de vontade de escrever ou anda doente, sofre mesmo de azia?
Abracinho meu

Paula Barros disse...

Às vezes temos azia no coração.
beijo