da Florentino de Paula




Eu também escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta não é da cor de suas venezianas
- elas são da cor do pêssego, e a tinta que
tinge este poema não é verde - é da cor da noite:
Preta!
Não sei que paisagem há lá fora
Não sei se há um paisagista doidivanas
Mas certamente há outros pintores
mesclando a noite com outras cores.
Ah Poeta, também vago solúvel no ar,
também fico sonhando...irisando...
Já nem penso – simplesmente escrevo tingido.
Estremeço-me e me transmuto em tua paisagem.
Ah e quem me dera, Poeta, ter morado na rua dos cataventos.

Paulo Francisco
Este Amor by Caetano Veloso on Grooveshark

2 comentários:

MARILENE disse...

Com tinta preta se colore versos e pensamentos. Muito lindo! Bjs.

maria teresa disse...

Há sempre outros...
Abracinho meu!