imutável





Tardo e sempre falho naquilo que me convém
Se o amarelo não me agrada transformo-o
em alaranjado.
Aplico lhe o vermelho e faço dele 
um sol que arde
um sol que favorece 
um sol mais quente 
[A pele morena já não aguenta mais a dor.]
Dói a marca da existência raquítica, na visão egoísta
de um luar vermelho, vermelho de amar. 
E onde menos dói, dói.
Dói na carne que sangra. 
Dói nos negros olhos lacrimejados 
pela dor de um passado marcado
- dói na alma.
E onde menos dói, dói. 
Tardo e falho naquilo que me convém 
Só não os faço nas cores da minha existência. 
[Doa a quem doer.]


Paulo Francisco



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8 comentários:

✿ chica disse...

Lindo,Paulo! Sempre! abraços,chica

Cristal de uma mulher disse...

Bom dia Paulo,prazer em conhecer teu canto tão bem feito.

Palavras que alinham tua forma de pensar e ser.Metáforas que cobram sentimentos..


Um grande abraço

Rachel Omena

Will disse...

Belíssima passeada pelas cores do coração, revelando de forma poética as marcas do caminho.

Um abraço!

Gracita disse...

Bom dia Paulo!
Este jogo de cores fica delicioso neste teu intenso poetar. Amei te ler. Um lindo dia pra você!
Beijos e meu carinho
Gracita

Milene Lima disse...

Um varal bem bonito por aqui. E tem poesia. E poesia da boa, cheia de sentimentalidade. Voltarei.

Abraços.

MARILENE disse...

Pode tardar e falhar no que não é de sua conveniência. Está exercendo seu direito de opção (rss). E sua escolha primeira, tem doçura, colore sua existência. bjs.

Crista disse...

Me doeu ficar te lendo...que triste,apesar de bonito!

Hanna Xesco disse...

Bello e intenso.
Vengo a conocer tu espacio y darte las gracias por visitarme. Besos