liberdade








Eles chegaram com uma esperança enorme
Assustei-me com aquele verde intenso
Pediram-me, aflitos, para guardá-la no vidro.
Sorri e lhes disse calmamente:
- Já não mato a esperança de ninguém
deixo-a seguir em frente
Todos me olharam assustados.
[Achavam-me um grandíssimo carrasco
- um malvado diplomado.]
Soltei-a na grama seca do velho pátio
e em segundos o bicho voou enfeitando o céu azul
com suas asas em forma de leque.
Voa esperança, segue o seu caminho.
- Quem sabe não é a esperança de um passarinho.



Paulo Francisco




Liberdade by Djavan on Grooveshark

7 comentários:

Existe Sempre Um Lugar disse...

A esperança voou para os marginalizados enviados para os subúrbios quando perderam o direito á dignidade.

isa disse...

Acredita, meu amigo, que gostei um bocadinho desse bichinho alado, pela sua maneira de falar dele?
É que eu tenho medo de gafanhoto...
Sério...MEDO!!!
Beijo.
isa.

Aleatoriamente disse...

Num encanto a natureza a eternizou.
A esperança do teu poema.

Beijo Paulo

PauloSilva disse...

Senti-me feliz, com um leve sorriso nos lábios ao ler esta poesia.
Um grande abraço e continuação de boa inspiração!

ॐ Shirley ॐ disse...

Não devemos aprisionar um ser vivente, um bom pensamento, uma esperança...Lindo, gostei! Abraço!

Pitanga Doce disse...

A esperança que voa. Deixa que ela vá e venha.

Abraços, Paulo

maria teresa disse...

A natureza mãe de todos os seres, deu a cor verde, acastanhada, ao gafanhoto por algum motivo...talvez seja essa a de levar a esperança a algum outro ser!
Abracinho meu!