meia-luz





A luz artificial pinta as ondas de rosa
O mar não está azul nem tão pouco verde aos seus olhos - negro?
A luz invade e pinta as curvas de seu corpo
em cores vivas no sombrio quarto alugado.
[E o meu impede o seu na cor.]
É ilusão
É espectro
É visão
É dor.
A luz artificial pinta a noite em sonhos
em sonhos de amor comprado (vendido?).
amor-carícia
amor- comprado
amor- cuspido
amor-bandido
amor-porrado
Jorrado na cara de quem o vendia.
A luz se apaga com o aparecer do dia
e os pardos se disfarçam em cores vivas.
E os marginais em poesias.

Paulo Francisco







Sofres Porque Queres (Waldir Azevedo) by Pixinguinha y otros on Grooveshark

Um comentário:

Ivone disse...

Meu amigo Paulo Francisco, lindos versos mostrando as mazelas da vida, onde também, se formos ver há sim, poesia!!!
Você tira a poesia de sua alma para expor aqui com maestria!Parabéns!
Lindo seu novo blogue!
Abraços!