¨Não sei¨






O que faço com esse varal?
Recolho as cores existentes?
Continuo a pendurar as cores inventadas,
ou
deixo tudo como está?
Já nem sei se tudo vale a pena
Também não sei, poeta, o tamanho de minha alma
Há muito não sei o que é ser criança
Há muito não sei onde é o meu lugar
Não consigo entender esse momento
de
conflitos constantes
de
 felicidades momentâneas
de
ambiguidades reveladas
de
 dias opacos
de
 noites sem brilho
Já não me lembro o que fui depois de ontem
Mas mesmo assim ainda olho para o céu à procura do sol
E se não o encontro, fecho os meus olhos,
na incerteza de ainda poder sonhá-lo.

Paulo Francisco





3 comentários:

maria teresa disse...

Nas incertezas que o invadem não deixe nunca de sonhar...acredite nos sonhos, sem eles que seria da vida?
Há muito que por aqui não passava,nem por outros locais, este seu poema querido Paulo, são as palavras que não soube escrever para descreverem o que também sinto...
Abracinho meu!

✿ chica disse...

Deves deixar assim e ir acrescentando mais cores aos pedacinhos no varal! Lindo! abraços,chica

Gracita Fraga disse...

Oi Paulo
Na incerteza das suas verdades nunca deixe de sonhar. E coloque outros matizes neste belíssimo varal e outros sonhos você irá acalentar.
Beijos e um dia lindo