Paisagem


Sonhar um sonho é perder outro?
Olho a paisagem de todos os dias
O mesmo verde. A mesma avenida
Os mesmos sons. Os mesmos rostos

Tudo igual – hoje mesmo que ontem
Exceto Minh ‘alma errante
que movimenta-se freneticamente
em uma viagem  de sonhos e vontades

Não há trem, comboio nenhum
Somente as asas de uma liberdade
    Sonhada
de realidade e gente e movimento

Sigo suave... demorado... desatento
resvalando em almas e paisagens
que se vão pra sempre

Numa realidade quase transparente
- quase Campista - que flui suavemente
de um poeta decadente – inconsciente
 - que cai de dentro de mim.



Paulo Francisco

2 comentários:

Paula Barros disse...

Li vários poemas hoje por aqui. Lindos poemas que muito me agradaram.
Adorei! beijo

Ivone disse...

Paulo Francisco,amigo muito querido, que lindos versos, aqui sempre sinto sua alma, tens essa capacidade, és poeta!
"...Não há trem, comboio nenhum/Somente as asas de uma liberdade sonhada..."
Guardarei comigo esses versos, me disseram muito!
Abraços meu amigo, tenhas uma linda noite! Obrigada pelo seu carinho lá no meu espaço, és sempre muito bem-vindo!