Outro Porto
















Numa viagem imprecisa
[ à deriva ]
levado por ventos nervosos
sacudido por ondas repetidas
chegou quase morto à terra firme
Havia coqueiro e água de coco
Havia pássaros verdes e vermelhos
e uma brisa a cantar
Também havia montanhas cobertas de verde
rio de água pura, cavernas desabitadas
e a solidão para lhe assombrar.


Paulo Francisco

5 comentários:

Rô... disse...

oi Paulo,

nada e nem lugar algum
é capaz de tranquilizar um coração solitário...

beijinhos

Solange Duarte disse...

é verdade..
porisso estou aqui comentando seu belo poema..

bjs.Sol

Ivone disse...

Amigo Paulo, que linda inspiração, também tenho, em alguns momentos, vontade de sair "à deriva", bem assim...
Abraços meu amigo poeta querido!

Dorli disse...

Oi Paulo,
Eu só ando a deriva nos meus pensamentos, mas se não fosse medrosa gostaria de entrar nesse barco e sempre aportar num lugar paradisíaco e viver uma vida sem medos, mesmo que só, mas feliz e liberta.
Obrigada pelo carinho
Beijos no coração
Lua Singular

lis disse...

Dizem que os poetas escreve seus poemas roubando desejos alheios,embolsando sonhos e os transformando em participantes involuntários dos seus versos.
Acho que é verdade_ estou à deriva'
aqui. rs