Cenário



O poeta registra numa noite fria e enluarada
suas pegadas fortes na margem branca do rio.
Descreve com traços fortes numa folha velha e escurecida
exposta sobre uma  antiga mesa de riga
todos os seus passos,  olhares e risos.
Deixa tingidos de azul
rastros compassados,
marcas ritmadas
- gotas de DNA
Vestígios de um instante alegre sem despedida
tidos como  testemunhas  o vento e o luar.


Paulo Francisco

3 comentários:

Nanda Olliveh disse...

Gostei de ler-te amigo Francisco!

Beijos!!!

Ivone disse...

Que lindo, aqui sempre há inovação, belas inspirações!
Ah, o poeta, acho que há um poeta dentro de cada alma, mas nem todas deixam "sair", aqui deixas e quando sua alma sai nos presenteia com essas maravilhas, pelo menos para mim que amo te ler sinto a beleza do que quer nos dar, sua sabedoria!
Abraços amigo poeta, essa folha velha e escurecida me encanta!

sandra mayworm disse...

Que poema forte e lindo!
Uma abençoada Páscoa pra você
Bj