Lira



Em noites frias de céu transparente, o poema se aconchega no colo da lua
vermelha - cheia de paixão
 Em noites frias de céu marinho, o poema segue os rastros das estrelas
 impetuosamente azuis
 Em noites frias de outono, o orvalho reflete do céu o poema, a lua
e as estrelas mais amorosas
 Em noites assim - de céu verdadeiro - o trovador caminha
 pensando sozinho na sua dor.



Paulo Francisco

2 comentários:

Tina Bau Couto disse...

A transferência contém a dor
Pq ela é parte das nossas matizes
Né?

lis disse...

E em todas as noites há um pouco da nostalgia quando se está como o trovador,sózinho.
abraço ,Paulo