Paralisia













Limpei meu nome, lavei o corpo no rio quente
joguei ao vento desejos
Enfrentei a chuva lá fora e gritei
Esperei respostas/O tempo disse: Não!
Paralisado fiquei na roda do tempo
Na roda do amor - Desilusão...
Poeira acumulada na sala
teias enfeitam os quadros na parede
Paisagem amorfa - flores e jardim
Aranhas malabaristas/artistas
que dançam... dançam...impunemente
em meu corpo acinzentado de dor.


 Paulo Francisco

4 comentários:

Rô... disse...

oi Paulo,

qualquer tipo de desilusão nos torna estáticos,nos engessa,nos paralisa...
difícil isso!!!

beijinhos

✿ chica disse...

Forte, intenso, lindo! abraços,chica

Ivone disse...

Lindo e intenso poema, mas espere que o tempo diga sim, dirá com certeza!
Abraços poeta amigo!

Vivian disse...

...o poeta é assim.

mesmo desiludido ele
tece poesia, e ela
fica linda!

smacksssssss

Vivian