Insônia






Tudo calmo - parado
O céu que antes era negro,começa a se transformar num azul de metileno
Ouço, espaçadamente, carros deslizarem na pista molhada pelo orvalho da madrugada
Tudo parado - calmo
O azul de metileno se desintegra manchando o espaço aéreo
E, lá longe, o galo insiste em anunciar que já é quase dia
Tudo...quase tudo imóvel
Percebo ruídos, zumbidos
sei lá...
Sinto minha respiração que ofega não me deixando no absoluto silêncio
[Mas já não mais importa]
O céu começa a ser invadido pelos primeiros raios
Ouço vozes,conversas,risadas
são os boêmios chegando em plena madrugada de quinta
são os trabalhadores indo para mais um dia de labuta
E entre ruídos diversos
portas de aço rangendo de bares e padarias contribuindo com a sinfonia do bom dia
E, para completar, os pássaros cantam em minha janela
e eu que já não tenho mais o silêncio absoluto
me viro e durmo.

Paulo Francisco

4 comentários:

Paulo Silva disse...

Aprecio a calma, não o total ensurdecedor silêncio, mas sim a tranquilidade, o burburinho, os pneus e motores dos carros, os pássaros, o vento, as gentes, a chuva...
E aqui me tranquilizei.

sandra mayworm disse...

É assim mesmo quando a gente perde o sono...rs rs! vai dormir com o barulho, pode?
Abraços, Paulo.

lis disse...

Bom acordar com o chilrear dos pássaros.
Adoro essa serra que vives.
Vou voltar aí.
um abraço,Paulo

MARILENE disse...

Quando se está sem sono, os sons da vida se tornam mais fortes. A imaginação direciona passos e a percepção da natureza se acentua. Mas o cansaço chega e os ruídos vão se afastaaaaaaaaaaaaaaaaaaando ..... (zzzzzzzzz). Bjs.