Imaginário



Imagino-te louca
doida de pedra
Cinderela moderna
Meu imaginário
alcança seu corpo
afaga seu rosto
Imagino-te bela
esperta
levada da breca
namoradeira
sapeca
E sem afobação
vou levando
o coração retumbante
e a mente demente
de tanto desejar
Imaginário criado
forjado
pela loucura
em sã consciência
de dois amantes
a se doarem
a se amarem
até o dia raiar
E o sol que não
é meu amigo
me fez acordar.

Paulo Francisco



2 comentários:

Gracita disse...

Bem malvado esse sol porque o devaneio estava soberbo e sol pôs fim em tudo
Lindíssimo poema Paulo
Tenha um dia maravilhoso
Beijos no coração

MARILENE disse...

Paulo, há muito tempo não via a expressão "doida de pedra" (rss).
Que sol malvado esse! Pelo menos não apagou as lembranças do sonho. Bjs.