Alma


A resistência heróica de um pardo confiante
Esquecido na bruma macia de uma manhã qualquer
Invade a melancolia gritante dentro de seu próprio ser
Jogado na sarjeta poética numa rima constante
Esbraveja sua dor adormecida no eco da escuridão
Vem em passos largos a procura de algo
Que não está num caldeirão reluzente
Tampouco no celeste amanhecer
Cerra a alma em ilusória cela
Distorcida por ser cambiante
Sofre calado o heróico pardo
Por um amor que não quer esquecer.


Paulo Francisco

3 comentários:

lis disse...

E não temos todas as respostas para as dores da alma
... que venha em passos lentos!

brisonmattos disse...

Que morra logo então, pobre diabo. Sofrer assim ninguem merece.

MARILENE disse...

É lá na alma que fica a dor da ausência!! Bjs.