Manhã







A lua hoje não veio. O céu a escondeu em seu manto negro.
E a dama-da-noite, triste por não vê-la, chorou a noite inteira.
O vento – cúmplice do meu silêncio – cantarolou baixinho
uma canção de saudade. Eu a segui em passos lentos;
e as folhagens dançarinas acompanhavam a melodia
em sincronia, fazendo-me companhia.
Cheguei ao meu destino junto à aurora multicolorida.
E, aos poucos, o senhor Sol saudou-me com sua luz.
O vento, que nunca parou, trouxe consigo o cheiro de anis.
E o meu grito de alívio ecoou por todo o Vale.

Paulo Francisco

5 comentários:

Nanda Olliveh disse...

''O ventou, que nunca parou, trouxe consigo o cheiro de anis.
E o meu grito de alívio ecoou por todo o Vale.''

... gostei de ler-te!


Beijos meus!"

sandra mayworm disse...

Ah!!!!Poesia...

lis disse...

As manhãs costumam chegar trazendo o sol que dormiu a noite inteira deixando espaço para lua que de tão melancólica também se escondeu.
Belo seu poema Paulo

Débora Teixeira. disse...

Lindo poema com cheiro de anis.
Adorei ler.
Beijos.

MARILENE disse...

Tão belo! A alvorada nos faz esquecer a escuridão e os fantasmas da noite. Bjs.