Para o céu de Ronaldo Alves
Não é o céu de metileno de Drummond
Muito menos o olhar azul como o céu de Alberto Caeiro
Não é o céu de Irene ou aquele céu doce de Manuel Bandeira
Nem o céu do amor Infinito de Roseana Murray
Não é o céu de Santo Amaro de Flavio Venturini e Caetano
Muito menos os de Chico que tropeçou como se fosse bêbado
e ecoou no azul do céu
Não é o Céu de Djavan mesmo que venha de Deus
É o de um homem comum que ao amanhecer
depara-se com a transformação do céu vermelho bruto
num rosa suave manchando o céu.
