
Era chão de areia fina
Escuridão iluminada por
lamparina
E os sons ainda não
escutados pelo menino
chegavam até a sua alma
pequenina
Era lua do sertão - Chão
do Nordeste
Céu pregado por
estrelas mais azuis que aqui no Sudeste
Vento gelado assoviava
fininho em suas orelhas
E a sombra seguia à
frente bailando entre os galhos
contorcidos
que enfeitavam o seu
caminho de areia
Era chão de seus antepassados
- miscigenação adquirida
Negra, branca, índia e sabe-se
quantas mais...
Mistura de almas e
cores acariciando os seus pés ligeiros
E no dia seguinte,
assombrado com tanta beleza, ele sorriu
correndo para a sua mãe
sentada à sombra de um cajueiro.
Paulo Francisco
Doce, termo e tão lindo poema! Adorei! abração,chica
ResponderExcluirChica, primeirão no Festival de Poesia.
ResponderExcluirQue lindo!
ResponderExcluir_me vi nesse chão de estrelas.
Saudade de ti.
Saudade de você também, Lis.
ResponderExcluirMemórias de cores suaves e sensíveis. Gostei.
ResponderExcluirFELIZ 2018
Lindo, amei ler, sempre é um prazer recordar seus belos poemas!
ResponderExcluirA saudade continua!
Abraços apertados!