Mistura




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Era chão de areia fina

Escuridão iluminada por lamparina

E os sons ainda não escutados pelo menino

chegavam até a sua alma pequenina

Era lua do sertão - Chão do Nordeste

Céu pregado por estrelas mais azuis que aqui no Sudeste

Vento gelado assoviava fininho em suas orelhas

E a sombra seguia à frente bailando entre os galhos 
contorcidos

que enfeitavam o seu caminho de areia

Era chão de seus antepassados -  miscigenação adquirida

Negra, branca, índia e sabe-se quantas mais...

Mistura de almas e cores acariciando os seus pés ligeiros

E no dia seguinte, assombrado com tanta beleza, ele sorriu

correndo para a sua mãe sentada à sombra de um cajueiro.


Paulo Francisco

6 comentários:

  1. Doce, termo e tão lindo poema! Adorei! abração,chica

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  2. Que lindo!
    _me vi nesse chão de estrelas.
    Saudade de ti.

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  3. Memórias de cores suaves e sensíveis. Gostei.

    FELIZ 2018

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  4. Lindo, amei ler, sempre é um prazer recordar seus belos poemas!
    A saudade continua!
    Abraços apertados!

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