Íntimo

Sei quem sou? Ou revelo-me a cada instante?
Tem horas que acato. Outras, desacato!
Na submissão da ética torno-me expectador
Às vezes... Fera irada – Dragão a todo vapor.
Noutras...Bicho manso – Coração itinerante
avexado de chamego, quase um sofredor
Mas nesse momento de inércia,
de mobilidade violentada
sou o que sou: mero ser humano
em conflito, em desatino. Revés!
Deitado, paralisado – um sonhador.


Paulo Francisco 

2 comentários:

sandra mayworm disse...

Esse, o ser humano. Sem tirar nem por. Poética visão.
Abraços,
Sandra May

Gracita Fraga disse...

Bom dia Paulo
Enquanto podemos sonhar temos objetivos. O que é uma vida sem sonhos? Um poeta sem sonhos é ser inexistente, sem vida, sem glamour. São os sonhos que nos impulsionam, nos dão viço. Belíssimo poema meu querido amigo
Beijos e um maravilhoso final de semana