Tango
















Não há nada além de nuvens
- Não há nada além delas
Já não enxergo com os olhos de poeta
- muito menos com os de um menino
Não há sonho que resista a dor
- mas é dela que nasce a esperança
E neste vai e vem de sentimentos
há choro e riso
                             alívio e dor
E onde era claro e colorido
tornou-se sombrio quase sem cor
Não há nada além das brumas frias
- Não há nada além delas
Não há nada além de minha cela
gradeada de esperança e dor.

Paulo Francisco


Um comentário:

Gracita Fraga disse...

Um poema belíssimo amigo Paulo.
Gosto muito do lirismo que você usa para compor seus maravilhosos versos. Parabéns
Beijos no coração