Sem convite



Quero que ela chegue-me mansa
noturna
num céu de lua forrado de estrelas
que acaricie meu rosto pálido
e beije-me as faces
e com seus dedos longos
feche os meus olhos lentamente
Mas antes de levar-me pra longe
que permita-me pela última vez
sonhar com aquilo que sempre
desejei.
Ah, a morte que carrega consigo
a dura tarefa de nos transportar
Que é evitada por todos
Mas que não tem jeito
um dia há de chegar.
Então que me chegue mansa
e carregue-me em seus braços
para o fundo dos céus
e me deixe sentado em uma estrela branca
e que de lá eu possa olhar para os meus.

Paulo Francisco

3 comentários:

✿ chica disse...

Todos queremos que ela chegue mansinha e de preferência enquanto dormimos... mas não agora!! Ela já me chamou algumas vezes e botei a língua pra ele, que resolveu se mandar.

Ainda tenho muita coisa pra aprontar,rs abração,linda semana,chica

Não me perder em minha vida disse...

Parabéns poeta.

lis disse...

Gosto desse seu jeito de ir embora,
estar em alguma estrela ,
me deixa pensativa...
... não pense que tenho medo
só um pouquinho... rs
Vamos viver Paulo
e apreciar esse 'céu forrado de estrelas',ok?
enquanto é tempo.
abraço