Natural




Desprendeu-se da terra o cheiro guardado
Da abstração visionária surgiu o sonho
Era  palha forrando o chão
Era esteira trançada à mão
Era ele escutando o Japão
Dentro de uma bolha invisível,
sombria, aquática, uterina
cercado de folhas e de gente,
o homem dorme como um menino
encharcado  com o som do rio.


Paulo Francisco

2 comentários:

Dorli disse...

OiPaulo,
Linda poesia
Me fez sonhar por uns intantes
Beijos
Lua Singular

Rô... disse...

oi Paulo,

gostei muito,
as vezes é muito importante nos recolhermos dentro de nós mesmos...

beijinhos