Ternura
























Eu queria fazer pra ti um poema
Construir uma pista estrelar
Ver-te navegar em brumas macias

Eu queria fazer pra ti uma canção
que falasse de mim
de nós
de nosso amor

Eu queria te dá um laço amarelo
e junto a ele meus passos

Sei que é tão fácil presentear-te com lua
com cores
e com estrelas.

Mas sabe, é só com você que eu me sinto assim:
querendo falar de mim
confessar pecados

É só pra você que deixo recado no celular
É só com você que falo de vida
que falo de morte
[tenho sorte
e sou feliz]

Sabe, queria fazer pra ti um novo mundo
sempre teriam flores
a chuva cairia macia
o sol jamais desistiria
a lua não se esconderia
e as estrelas desceriam pra enfeitar o seu caminho

Neste mundo nosso não existiria dor
teriam cores
azul
vermelho
lilás

Neste mundo nosso
serei poeta
você, musa

Neste mundo que construo
seremos duo
não terás portas secretas
nem janelas indiscretas

Este mundo que tanto quero
Quero-te só pra mim.


Paulo Francisco

6 comentários:

brisonmattos disse...

confesssar pecados?
Enquanto poeta e musa, o mundo parece maravilhoso mesmo...E é na medida dos nossos limites.
E olha que tem, viu?
Porque mesmo te lendo maravilhosamente poetando, meu coração lia magoado. Enfim...É a vida.
E vivam as cores
Viva você.

Paula Barros disse...

O poema não podia ter nome mais apropriado - TERNURA.
Ele fala de ternura. Acho ternura bem mais que amor.
Acho que ternura cabe o amor.
Lindo, lindo.
(deixa uma ponte de inveja da musa. kkkk)
beijo

MARILENE disse...

Paulo, há uma comunhão mágica nesse querer, uma intimidade que afasta qualquer policiamento. E a merecer esse ansiado mundo. Belo!

Gracita disse...

Oi Paulo
Quanta delicadeza e ternura nesta linda confissão de amor
Um querer apaixonado permeado de magia, encantamento e uma linda cumplicidade
Belíssimo
Um grande beijo no coração

Nelma Ladeira disse...

Já entrei várias vezes para ler esse maravilhoso poema.
Não me canso de ler.
Este mundo que tanto quero
Quero-te só pra mim.
Lindas palavras Paulo,aliás do começo ao fim.
Beijos.

sandra mayworm disse...

Olá Paulo,como foi bom ler esse poema.As fatalidades, as desgraças e a violência afastam a gente do sentimento terno que só o amor conhece. Obrigada por lembrar que o amor sempre é possível!
Um abraço com muito carinho.