Pseudosoneto












Não me culpe porque te amarei
Não lhe peço que me ame agora
Ainda não existo em sua memória
Em seu coração sempre estarei

Mesmo que ele não seja eterno
Que este amor seja sincero
Que tenha cheiro de flor do campo
Que seja tudo, que não seja santo

Não me culpe porque te amarei
E se um dia ele for embora
O amor que tanto lhe cantei

Não será sua, não será minha
A culpa do amor que definha
Pois em seu coração estarei




Paulo Francisco

3 comentários:

Nelma Ladeira disse...

Nada é pra sempre! Até mesmo um grande amor.
Mais nunca se esquece,ele fica guardado em nossos corações.
Lindíssimo!
Beijos.

MARILENE disse...

Certeza de quem ama, Paulo, a imortalidade da presença no coração do outro. Bjs.

Vera Lúcia disse...


Arrasou no soneto, Paulo!
Adorei.
Parabéns!

Grande abraço.