Saudades











Acordei tarde – perdi a chuva matutina
Disseram-me que foi uma chuva fininha
Um véu ao vento bailando entre as coisas
Indo lentamente de um lado para o outro
Molhando telhados, vidraças e calçadas
Deixando a terra fofa como espuma
Com o cheiro de quando éramos crianças
quando brincávamos na terra molhada
-  quase nuas e descalças.



Paulo Francisco

5 comentários:

✿ chica disse...

Doce e linda saudade! abraços,chica

Ivone disse...

Também tenho essa saudade, queria poder recordar, pisar em terra molhada, mas não, aqui só asfalto negro de fuligem poluindo tudo!
Amei demais ler isso por aqui, como é bom poder recordar os bons tempos, eu pelo menos, você tem a bela natureza aos seus pés!
Abraços amigo sempre querido!

Paula Barros disse...

Aqui tem chovido. Mas eu não conseguiria descrever tão lindamente assim a chuva.
abraço, bom domingo.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Pois é amiga tudo o que o amigo
tem saudade eu também gosto.
Desejo muito que esteja bem.
Bom domingo.
Bj.
Irene Alves

lis disse...

A chuvinha é sempre tão gostosa,
_ 'um bailado'
como seu poema.