A Girafa



Que esquisito!

Do cruzamento absurdo
De felino com ungulado
Surgiu o engraçado:
Camelo-leopardo

Coitados!

Cometeram um engano
Os antigos romanos
Nem camelo, nem leopardo
Aquele bicho africano

Tem longas pernas
Tem um grande coice
Quase mortal, nunca erra
E ai! Se assim não fosse

Grande velocista
Dana a disparar
Quando avista
Predador se aproximar

Esbelta
Tímida
Calada
É ela – a girafa

Que sorte!

Testemunha
De várias batalhas
Na África do sul
Na África do norte
A malhada sobreviveu
A todas as maldades


Paulo Francisco

3 comentários:

Alfa & Ômega disse...

Paulo Francisco, sua arca de Nóe prima pela beleza nos dizeres e imagens.Tenho acompanhado quando correndo passo! E fico no depois eu volto, quando vi, não fui! Agora vim e deixo-lhe um grande abraço!

MARILENE disse...

Não havia lido antes versos sobre a girafa que traduzissem uma verdadeira homenagem. Gosto muito do seu porte elegante. Bjs.

Gracita disse...

Boa noite Paulo
Um animal garboso e elegante e nas suas palavras ganha força e beleza
Um poema fantástico.
Amigo Paulo hoje tem homenagem lá no Sonhos e Poesia
Parabéns pelo seu dia, grande escritor e exímio poeta
Um beijo no coração