Os nossos boleros antigos ecoam na sala quase morta.
Os ouço em tinto tingido, em taça e certezas vazias
Minha alma atingida dança silenciosa-mente
encolhida
ferida
num vai-e-vem lento
num sono-lento
num sonho quase sofrido
Ouço a última canção do disco
- nela você está tão próxima
em rodopios infinitos
que sinto-te tão próxima de mim
[ a música termina e o silêncio retorna ]
Ah! Quero tudo de novo
não me importo/eu suporto
um novo adeus...
Paulo Francisco

Nostálgico, mas lindo poetar!Amo as músicas antigas, os boleros em discos, do meu pai, ainda os tenho, eu curtia, cresci ouvindo valsas vienenses, boleros, lindos demais!
ResponderExcluirQuando ouço sinto todo o romantismo!
Abraços querido amigo!
Que coisa linda de se ler... sinto esse saudosismo hoje...
ResponderExcluir... é sempre muito bom vir aqui!
beijos meus!
Que belo!!!!! Uma nostalgia que, assim descrita, tenho que aplaudir. Bjs.
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