Nostalgia


























Os nossos boleros antigos ecoam na sala quase morta.
Os ouço em tinto tingido, em taça e certezas vazias
Minha alma atingida dança silenciosa-mente
encolhida
          ferida
                num vai-e-vem lento
num sono-lento
                  num sonho quase sofrido

Ouço a última canção do disco
             - nela você está tão próxima
                                        em rodopios infinitos
               que sinto-te tão próxima de mim

[ a música termina e o silêncio retorna ]

Ah! Quero tudo de novo
não me importo/eu suporto
um novo adeus...

Paulo Francisco

3 comentários:

  1. Nostálgico, mas lindo poetar!Amo as músicas antigas, os boleros em discos, do meu pai, ainda os tenho, eu curtia, cresci ouvindo valsas vienenses, boleros, lindos demais!
    Quando ouço sinto todo o romantismo!
    Abraços querido amigo!

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  2. Que coisa linda de se ler... sinto esse saudosismo hoje...


    ... é sempre muito bom vir aqui!

    beijos meus!

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  3. Que belo!!!!! Uma nostalgia que, assim descrita, tenho que aplaudir. Bjs.

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