Raios e trovões iluminavam e sonorizavam o meu medo
Meu corpo molhado pesava e dificultava o meu caminho
As árvores e os arbustos, antes perfeitos, como obras de Deus,
não passavam de esculturas sombrias naquela noite sem vida.
Não sabia se chegaria; não sabia se conseguiria vencer a água que caía.
Fora tudo de repente. Sem sinais. Sem aviso prévio.
Andava, parava, corria, escorregava e caía.
O que antes estava tão próximo as minhas mãos, ao meu corpo,
agora se encontrava distante, longe de meus olhos.
Raios e trovões iluminavam e sonorizavam o meu medo.
A chuva, insistente, lavava a minha pele, limpava a minha alma.
Aprontava-me, certamente, para o outro dia.
Um dia de sol e brisa.
Paulo Francisco
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Lindo, tanto o poema quanto a imagem, mesmo que penses que sou meio maluca, mas mesmo assim te confesso, adoro esses raios e tempestades, são lindos de se ver!
ResponderExcluirEmbora seja assustador, pois é mesmo um perigo, dependendo do lugar em que estejamos, aqui nesse poema é mesmo de ficar com o medo, esse do tema, nos pegar!
Abraços amigo sempre querido, Paulo Francisco!
As trovoadas, sejam que de espécie forem, nunca pre avisam, infelizmente, digo eu.
ResponderExcluirSe observa, se sente tudo o que está acontecendo com "você", através de seu escrito. Não é fácil de fazer. É talento.
Excelente prosa poética, que nos aclarou por dentro e por fora.
Boa semana, Paulo Francisco!
Dissestes bem Paulo, que a chuva, lavando-te de tudo;"A chuva, insistente, lavava a minha pele, limpava a minha alma.
ResponderExcluirAprontava-me, certamente, para o outro dia.
Um dia de sol e brisa." lhe faria brilhar no outro dia, um dia de sol e brisa. Nisso há que se reconhecer a grandiosidade do Criadorr que sabe nos presentear com raios e trovões e...bonança! Abração!
Um belo texto, onde o medo é substituído pela esperança. Bjs.
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