Blackbird












E na madrugada de ontem
a ave noturna invadiu meu espaço
feriu meu peito, cantou suave
e voou
E nesta madrugada de peito aberto
fiquei à espera da ave noturna
que não cantou.

Paulo Francisco

3 comentários:

lis disse...

Feliz aquele que tem o peito ferido por um canto qualquer,
_nesta madrugada ela virá...
Sempre lindo _o Paulo.

MARILENE disse...

Essas aves nos chegam nas noites insones. Surpreendem-nos na primeira delas e, quando estamos dispostas a abrir-lhes as portas, nos ignoram. Linda metáfora!! Bjs.

Ivone disse...

Que lindo poetar, quem sabe logo a ave noturna voltará e cantará!
Abraços apertados!