O Porto



Inércia.
Perdido num tempo lento, sem vento - calmaria.
Tudo parado, nenhum som - paralisia.
Nenhum movimento... pura agonia
Desespero - tudo mudo - surdo, absurdamente escuro
Coração enfermo, desgraçado, desvalido, abandonado, ferido,
Tudo estático, calmo... vencido
Tudo pálido, cinza, quebradiço.
Tudo longe, ao longe... perdido num tempo esquecido
[Inação...]
Não há sangue
Tudo escuro, sem ar, corrompido.
Tudo morto... vazio, sem brilho
- Alma perdida.

Paulo Francisco

7 comentários:

Vanuza Pantaleão disse...

Querido amigo, a espera nos angustia, tudo parece não ter sentido, mas precisamos desses momentos para refletir e tomarmos fôlego e recomeçar a jornada.
Obrigada por suas palavras que muito me confortaram, Paulo. No fundo sabemos que esses animaizinhos são os nossos mais fiéis amigos.
Um dia gostoso pra você!Bjssss

Vanuza Pantaleão disse...

Gostei dessa marinha, adoro tudo que se refere ao misterioso mar.
Valeu!

Rô... disse...

oi Paulo,

quando nossos olhos não enxergam mais o brilho,
melhor dormir para acordar vislumbrando novas cores...

beijinhos

lis disse...

Faz parte da natureza poética.
Ai deles se não fosse alguma 'agonia lenta pálida absurdamente assim ...'
rs
são desses lamentos que também se alimenta,
_ vamos imaginar que amanhã o sol vai sair e o barco vai poder atracar em outro porto...
abraço Paulo

Paula Barros disse...

Os poemas que falam de alma perdida e coração enfermo, embora tristes, tem sempre uma riqueza poética imensa.
abeijo.

Anne Lieri disse...

Paulo, uma beleza de poema! Muitas vezes nos sentimos assim,isolados do mundo,perdidos,angustiados,mas temos que confiar que a luz voltará. Hoje tem poesia sua em meu blog tb:

http://recantodosautores.blogspot.com.br/2014/08/fantaso.html

Segue o link se quiser ver como ficou! Bjs e obrigada!

Dorli disse...

Nossa Paulo,

Quem consegue viver essa poesia? Muito triste, muito bem escrita, próprio de um poeta
Já me esbarrei com você por aí.
Vim do blog da Anne
Abç
Lua Singular