Quase

Pálidas
quase brancas
se não fossem amarelas
Cálidas borboletas
quase mariposas
se não fossem diurnas
Noivas
quase bruxas
se não fossem vespertinas
Misteriosas
quase mulheres
se não fossem meninas
Pecadoras
quase castas
se não fossem abandonadas



Paulo Francisco

3 comentários:

Majoli disse...

Oi Paulo, acho que em tudo existe esse "quase", não é mesmo?
Gostei de sua poesia.

Beijos.

lis disse...

É o mistério das coisas 'quase' normais,
_como alquimistas vamos tecendo a paleta que nos convém - 'cálidas brancas diurnas vespertinas mulher ou menina'
e sempre nunca perfeita.
boa semana Paulo
com meu abraço

Rô... disse...

oi Paulo,

o "quase",
quase sempre, nos permite escolhas,
e nos dá essa sensação de dualidade...

beijinhos