Tempo

Não era  dia - Não era noite
Era o intervalo  entre as duas partes
- um momento crepuscular
A despedida e a saudação de algo além-mar
Uma solidão colorida se esvaindo em estrelas
Cobrindo os meus cabelos negros e a minha pele fina
Uma solidão necessária e válida!
Porque a minha alma precisa do silêncio
do pendular da rede
do  som do ranger do vento
Não era dia – não era  noite
Eram os meus olhos embaçados à espera do luar.


Paulo Francisco


3 comentários:

Ivone disse...

Que lindo, amei ler e por sinal, ontem o luar estava esplêndido!
Abraços meu amigo poeta querido!

lis disse...

Cabelos pretos _estrelas cadentes.

Marisete Zanon disse...

Muito bonito!
Um abraço.