Nunca joguei nada
- nem com os pés e nem com as mãos.
Era uma piada
- só arrumava contusões
Era uma bagunça a pelada na rua ou no campinho
-Era o último a ser escolhido
–
Ah! Eles tinham razão
Não driblava
Não marcava
Era estaca
presa ao chão
Mas sempre estava nos jogos coletivos
Não havia distinção.
Éramos todos
amigos.
Quase irmãos.
[ Mas o que eu gostava de verdade era outro momento.]
Ninguém nunca me alcançava
– correr era comigo
Gostava de estar sempre na frente
– transformando vento em ventania
Meus braços viravam asas
– flutuava sobre o abstrato
– voava sobre
os abismos.
Minhas pernas esticavam
- conseguia
andar no ar
Nunca joguei absolutamente nada
-
mas adorava pensar que sim!
Paulo Francisco
Que lindo recordar, amei ler aqui, colocastes em versos/prosa com maestria!
ResponderExcluirAbraços amigo sempre bem inspirado!
Ah, seu moleque trapalhão que voava sem ter asas e do vento a ventania transformava.Taí, a ventania agora varre as palavrase tu as junta e formas linda linguagem. Obrigada pela presença sempre! Abração!
ResponderExcluirVoavas as tranças, sapeca e danadinho!Lindo te ler! Gostei! abração,chica
ResponderExcluirTem jogo que eu nunca gostei de jogar... De esconde esconde por exemplo.
ResponderExcluirQuer coisa melhor do que voar???? São infinitos os horizontes e só quem voa os pode alcançar. Bjs.
ResponderExcluirTambém nunca joguei absolutamente nada. Tinha e tenho medo da bola, de fazer feio, entre outros medos!
ResponderExcluirAmigo, tenho sentido saudades de todos e com dificuldade de visitar os blogs que gosto tanto...mas sempre lembro de vocês todos e fico tentando imaginar como são, como vivem...
logo, volto com mais assiduidade pra ler esses "sentimentos" que me parecem tão verdes.
Abraço
Sandra May