Memórias






Lanço-me na memória de minha infância
e vejo as casas toscas habitadas por pessoas simples
ruas de paralelepípedos adornados por gramíneas
bicicletas, carros e charretes trafegando juntos em harmonia.
Senhoras sentadas na calçada no fim do dia
Mergulho na memória de minha infância
e nado até ao fundo de um passado azul-cristalino
sem a preocupação em ser o melhor - E sim em ser um menino
Jogo-me contra o vento de meus pensamentos
e como uma folha perdida no ar
visito as faces de todas elas – mulheres de minha vida
Vejo minha mãe – com ar sofrido
Minhas irmãs – serelepes
Tias sempre pintadas – à espera de um namorado
As vizinhas – todas gordinhas
na visão de um moleque.
Corro contra a minha infância
e abraço todos os amigos
de peladas, piques e carniças
corridas sem vencedor
Atravesso toda a minha infância
descartando todas as dores
Pois a alegria de um menino
curava quaisquer maus-tratos
Volto de minha infância
menos duro – Mais criança

Um comentário:

Rô... disse...

oi Paulo,

as lembranças da infância,
geralmente são doces...
gosto muito de reviver esses momentos mágicos...

beijinhos