Calmaria



Às vezes, minhas cores ficam claras
e neste meu céu de outono encontro gaivotas
agitadas
agitadinhas
dançando pras ondas, querendo brincar
Quase sempre, elas furtam minhas cores
brincam de esconde-esconde
deixam-me bobo de desejo - querendo namorar
De quando em quando, minhas cores são furtadas
por gaivotas agitadas - agitadinhas - que gostam de brincar
E neste tempo de mar calmo, eu, um montanhês nato,
fico a olhar para a planície querendo viajar...
Não sei se vou de trem, não sei se monto uma caravana
atravesso desertos e montanhas
ou se pego carona nas asas das agitadas gaivotas
que de quando em quando vem me visitar.

Paulo Francisco

6 comentários:

  1. Eu viajei nessas palavras, como num voo delas! Muito legal te ler!Adorei! abração,chica

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  2. Escritos que são uma delícia.
    Voa nas asas das gaivotas.
    beijão

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  3. ... e eu amei ler essa harmônia linda!

    Beijos meus!

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  4. Oi Paulo
    Viajei nas delícias da sua poesia e senti no rosto o sabor do vento no voo da liberdade. Belíssimo!
    Beijinho

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  5. 'A vida é mesmo assim,
    dia e noite, não e sim' ... como na música.
    _ um esconde-esconde sem fim
    'nós somos medo e desejo,
    somos feitos de silêncio e som...'
    _ do jeitinho de um montanhes nato.
    E fico eu a voar nessas asas bonitas.
    boa noite bom dia ,Paulo

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  6. Que bela imagem! É foto sua?
    Creio que a melhor viagem seria nas asas de uma delas, que dançam pelos ares. Seus versos parecem uma canção. Bj.

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