Olhar

Olho para baixo e vejo o nada
banhado de sereno e silêncio
Madrugada triste. Triste como eu
triste como o meu silêncio pardo
triste como a calçada orvalhada
molhada e abandonada.
Olho para baixo e vejo o vazio
adornado por coisas de Deus.
Coisas tristes e silenciosas
Tristes como eu
e silenciosas como Ele.

Paulo Francisco

4 comentários:

SOL da Esteva disse...

Um Poema real,conformado, triste e silencioso, mas belo na Mensagem que tem dentro.
Parabéns, Amigo.


Abraços



SOL

Ivone disse...

Triste e lindo poetar, em alguns momentos nos sentimos assim!
Abraços meu amigo!

Paula Barros disse...

Triste é o poema.
beijo

Aparecida Ramos disse...

Uma bela e sábia maneira de ver as coisas visíveis e invisíveis. Parabéns, Paulo!! Ótimo fim de tarde e uma noite de paz! Forte abraço!!