claridade




Não havia temperança.
Era braseiro brotado nos poros da alma.
Era desejo escapado pelas entranhas.
Era cheiro misturado numa nova fragrância.
Era dor de gozo parido. Era beijo partido.
Não havia choro nem promessas.
Era o instante vivido.
Era alma descoberta.
Não havia sombras.
Era a cor da certeza manchada na boca.
Era o que se tinha.
Era o que se podia em tarde fugidia.
Não havia esperança.
Não havia temperança.
Somente a cor do dia.

Paulo Francisco


Tango flamenco by Paco de Lucía on Grooveshark

2 comentários:

Paula Barros disse...

São momentos assim que ficam eternamente na lembrança.
A imagem muito me agradou. E a música também.
beijo e um dia leve.

Pitanga Doce disse...

Paulo, eu juro que estou tentando comentar...mas não dá.

abraços pitangueiros