Não havia temperança.
Era braseiro brotado nos poros da alma.
Era desejo escapado pelas entranhas.
Era cheiro misturado numa nova fragrância.
Era dor de gozo parido. Era beijo partido.
Era o instante vivido.
Era alma descoberta.
Não havia sombras.
Era a cor da certeza manchada na boca.
Era o que se tinha.
Era o que se podia em tarde fugidia.
Não havia esperança.
Não havia temperança.
Somente a cor do dia.
Paulo Francisco

São momentos assim que ficam eternamente na lembrança.
ResponderExcluirA imagem muito me agradou. E a música também.
beijo e um dia leve.
Paulo, eu juro que estou tentando comentar...mas não dá.
ResponderExcluirabraços pitangueiros