Era uma tarde de sombras. O vento, lá fora, acariciava as
folhas que ainda insistiam em ficar. Era uma tarde de outono com músicas e
vinhos. Era uma tarde de esperança. Era uma tarde de céu manchado, anunciado o
seu fim, de despedir-me do dia saudando a primeira estrela. Era noite fria e
azulada. Era uma noite de lua cortada, vestida de miçangas azuis. Seria um dia
comum se não fossem as taças de vinho. Seria um dia simples se não fossem os
brindes trocados do começo ao fim
Paulo Francisco
Paulo Francisco

Brindemos á vida, enquanto ainda há canto!
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