longe





Ando preso na amplidão do mundo
Perco-me na imensidão do tempo
Estou adverso a tudo - ando querendo ficar
Tento agarrar o vento na esperança de voar
Tento guardar a luz na esperança de enxergar
Estou adverso a tudo - fico querendo andar
Pinto de vermelho o que antes era azul e o roxo furta a cor
Ando meio maluco sem saber pra onde ir - sem saber se vou.
E quando paro ao espelho sou o próprio estrangeiro a se admirar.


Paulo Francisco

8 comentários:

  1. Dá varanda para este mundo de cores e belezas.
    beijo

    ResponderExcluir
  2. Genial!
    Homem estranho de si próprio. Quantas vezes acontece.
    Beijinho

    ResponderExcluir
  3. por vezes temos de largar "a varanda da nossa casa" para procurar um mundo cheio de cores
    beijos

    ResponderExcluir
  4. Preciso voltar lá e reler reler porque a despedida daquela varanda foi 'qualquer coisa' e ... vou ficando mais íntima_ descendo ao quintal ! rs
    grande sacada Paulo, adorei.

    ResponderExcluir
  5. Que bom!
    Olho com ternura a Varanda onde vc me deu tantos intantes
    cheios de vida e beleza e corro ao quintal onde "até posso
    deixar" uma palavrinha e o meu carinho.
    Beijo.
    isa.

    ResponderExcluir
  6. belíssimo
    gostei tanto do poema como da imagem
    beijo

    ;)

    ResponderExcluir
  7. Que bom ver casa aberta aqui,rs... Lindo e sempre passei aqui , mesmo com a porta fechada,rs abração,chica

    ResponderExcluir