sinestésico




Tudo permanece claro
como água que brota
da verde pedra.
Tudo permanece calmo
como  o silêncio  negro
da noite.
[e sua pele branca desperta
com a quentura da minha respiração.]
Tudo permanece em cores
no meu quarto à meia-luz.
E sigo o caminho a ser explorado
como  um estrangeiro  no lugar.
E antes do banquete principal
 experimento sabores e cores
- sinto teu cheiro de rosa chá.


Paulo Francisco

5 comentários:

luna luna disse...

tudo tem o tempo certo mesmo nos caminhos do amor
beijo

maria teresa disse...

Sabores, cores e odores...
Gosto do sabor a mar da pele, da cor da tez ao luar, do odor frutado do corpo...
Gosto!
Abracinho meu!

Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Paulo, Li todos os seus poemas da primeira página e amei, tanto que já estou seguindo, assim como marquei todos.
Cada um dizia sobre algo que lembrava a minha vida, impressionante!
Sigo como estrangeira também, mas de um modo contrário ao seu, como se eu tivesse deixado de conhecer algum lugar explorado outrora.
Parabéns por todos os poemas!
Tenha um fim de semana de amor e paz!
Beijos na alma!

OBS: Você tem face?

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Paulofranciscamigo


Vogando pela blogosfera, sem rumo definido, encontrei-te no blogue do nosso Sol da Esteva, um bom e velho Amigo. Uma porra! Velho não é, mas é apenas como se costuma dizer... Vim até cá – e gostei. Foi uma boa dica. Se não tivesse gostado, também to dizia. Sou pão, pão, queijo, queijo; ou como na tropa aprendi: serviço é serviço; conhaque é… conhaque.

Vou a caminho dos 72 aninhos. Sou virgem (20/09/41, para efeitos de prenda…) mas tenho, temos, a Raquel e eu, três filhos, três noras/filhas, quatro netos e uma neta. E vamos fazer 50 anos de casado a 26 de Dezembro deste ano. (Volto a sublinhar o tema da prenda, apesar da filha da puta da crise) – ai o que eu tenho sofrido para aguentar tamanha cruz… Bodas de ouro? Nada, não. Na verdade, bodas de felicidade.

Gosto de ser brincalhão e brejeiro com quem mo merece – e mo permite e me responde no mesmo tom. A minha Travessa do Ferreira (http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com ) pode ser o exemplo do que adoro gozar: enfim, sou um velhote que persiste em ser jovem… da cabeça… de cima.

Como aqui vim e como Amor com Amor se paga, espero por ti, pelos teus comentários e pela tua (per)seguição. O mesmo já aqui fiz, ou seja: já faço parte dos teus seguidores. Podes entrar na minha Travessa que então será também tua. Isto é, nossa. Não pagas portagens, não te cobro impostos, incluindo o IVA a 23%.

Peço-te desculpa deste escrito que é maior do que a légua da Póvoa; mas tentei meter o Rossio na rua da Betesga e aqui está o desastroso resultado. Enfim, eu sou realmente assim, maluco e orgulho-me de o ser. Sou mais de prosa, mas gosto também de poesia como a tua, simples, e sentida, ainda que sem rima... (é difícil de mudar nesta vetusta idade...). E até e de quando em vez faço umas quadras, uns arremedos de sonetos, ou seja coisas do antigamente…

Abç = abração
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NB – Este texto é estereotipado. Não tinha, nem tenho, nem teria tempo de o escrever a cada um, um por um. Mas não entendas isto como falta de consideração ou despautério. Mas posso assegurar-te que quando se é reformado é quando se trabalha mais. E ainda: um jornalista nunca se reforma – no papel, sim, na mentalidade, nunca.



Ana (Ballet de Palavras) disse...

Paulo,
Um prazer sublime.

Ana