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Amei por muito tempo o que já não tinha
Amei em pensamentos brandos
Amei em lembranças furtivas
Amei...
Simplesmente amei o que já não existia
Odiei e perdoei na mesma intensidade.
Amei tanto que chorava rios
Amei tanto que sorria junto
Amei por muito tempo o que já não tinha
E há muito deixei de ter a que já não era minha
Há muito que esqueci a que não existia, deu branco.


Paulo Francisco

Cansei de Esperar Você by Roberta Sá on Grooveshark

7 comentários:

Existe Sempre Um Lugar disse...

o poema está bem composto, transmite-me que só ama e perdoa quem não é vazio de sentimentos.

ag

Denise disse...

Seu poema me fez refletir se vale a pena amar quem está longe emocionalmente de nós. É como amar o que não existe.
Obrigada pela visita, vim retribuir. Muita paz!

Cristina disse...

Bellas letras! Muchas gracias gracias por pasar a leerme, te dejo un fuerte abrazo!

Paula Barros disse...

Portanto, deu branco e ficou a beleza do azul.
Me veio esta ideia olhando a imagem da nuvem branca no céu azul.
E para mim, tu és azul. Porque gostas de azul.
beijo

Dalinha Catunda disse...

Olá Paulo,
Gosto desta sua liberdade, destes versos soltos que acabam num resultado tão bom.
Meu abraço,
Dalinha

lis disse...

Amar é isso , todos os sentimentos.
e quando dá 'branco' , é a hora de pensar que ,
... "há sempre um belo e estranho dia para se ter alegria"
vamos amar de novo ?

Vera Lúcia disse...


Oi Paulo,

Deliciosa música a embalar o seu belo e criativo poema.
Seria bom se desse branco toda vez que insistíssemos em amar 'o que' ou 'a quem' já não se tem.

Beijo.